sábado, 28 de setembro de 2013

Outubro Rosa Vai Raiar na Linha do Equador



Outubro Rosa está chegando. E o programa do Amapá - que agora é de governo - só não vai iniciar oficialmente no dia 1º de outubro, em virtude dos holofotes estarem todos direcionados à 50ª Expofeira Agropecuária. Mas a trupe da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), tendo à frente a secretária-guerreira Alice Ribeiro, já está na Expofeira divulgando que o Outubro Rosa está chegando, desde a abertura realizada na noite de sexta-feira, 27. E quando você notar a 50ª Expofeira Agropecuária tingir-se de rosa-choque - a cor oficial da campanha mundial - é porque Outubro Rosa, enfim, começou a raiar na linha do equador. Fique atento, argonauta, porque estamos em plena contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6... Ave!

Aroldo Pedrosa/SEPM

Após Dez Anos em Queda, Diferença Salarial Entre Homens e Mulheres Aumenta. No Amapá, Entretanto, as Mulheres Têm Média Salarial Mais Alta do que SP e RJ


PNAD 2012: As mulheres no Amapá têm média salarial mais alta do que São Paulo e Rio de Janeiro 


As mulheres de 15 anos ou mais que estavam empregadas no Estado do Amapá tinham, em 2012, rendimento mensal médio - incluindo a inflação - maior do que em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, segundo a amostra do IBGE.
No Amapá, a média salarial das mulheres foi de R$ 1.480. Já em São Paulo, o rendimento mensal médio era de R$ 1.472, enquanto no Rio o mesmo índice estava em R$ 1.407. A menor média salarial foi registrada nos Estados do Piauí e de Alagoas (R$ 838).
Em Brasília, por sua vez, estão os rendimentos médios mensais mais altos do Brasil, tanto para homens (R$ 3.145) quanto para mulheres (R$ 2.356).
Dados da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados na sexta-feira (27), mostram que os homens ainda ganham mais do que as mulheres, e que a diferença entre os salários voltou a crescer após dez anos em declínio. No ano passado, o rendimento médio mensal das mulheres era equivalente a 72,9% do dos homens. Já em 2011, tal proporção era maior: 73,7%.
Quanto aos números absolutos, já com a correção da inflação, os homens recebiam uma média salarial de R$ 1.698,00 - R$ 100 a mais do que em 2011. As mulheres, por sua vez, ganhavam R$ 1.238,00 - R$ 60 a mais. Os resultados mostram que houve uma interrupção da tendência de aproximação dos salários.

Desde 2004, quando a proporção registrada pela Pnad foi de 63,6%, as mulheres estavam cada vez mais perto de ter rendimento igual ao dos homens. De 2009 a 2011, o salário médio mensal real das mulheres cresceu R$ 452, e a proporção passou de 67,1% (2004) para 73,7% (2011). Em 2007, ocorreu uma leve variação no número, que praticamente permaneceu o mesmo.

Em dez anos, segundo o IBGE, houve diminuição de quase dez pontos percentuais na desproporcionalidade salarial entre homens e mulheres. "As mulheres são a maioria da população, mas ainda são a minoria no mercado de trabalho, embora esse número tenha crescido", afirmou a técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento, Adriana Beringuy.
Os dados usados pelo IBGE sofreram alteração em 2012. Até este Pnad o salário era computado para os maiores de 10 anos, agora, apenas os empregados com mais de 15 anos entram nos dados. O órgão informa que a mudança é apenas um ajuste, com pouco impacto no resultado final.

EDUCAÇÃO

As mulheres são maioria entre os brasileiros com ensino médio e superior. Enquanto elas estão 15% mais presentes no ensino médio, a diferença chega a 36% mais mulheres com ensino superior do que homens. Mais de 8 milhões de brasileiras estudaram mais de 15 anos contra 6 milhões de homens.
Os homens, mesmo tendo menor número de pessoas com cinco anos ou mais, têm mais analfabetos. São 9,2 milhões de não alfabetizados contra 8,9 das mulheres. Eles também se declaram mais proporcionalmente como negros e pardos.

INFOGRÁFICOS
A região Norte é que possui menor desigualdade entre os salários de homens e mulheres: proporção de 84,42%, sendo esta uma tendência que se manteve em relação a 2011. Já na região Sul, as mulheres recebem, em média, até 69,27% do rendimento masculino. 


1/3 das mulheres recebe até 1 salário mínimo


Outra forma usada pelo IBGE para verificar a diferença entre o rendimento de homens e mulheres é por meio da proporção de pessoas que recebiam, em 2012, até um salário mínimo. Segundo a Pnad, 23,7% dos homens empregados recebiam até um salário mínimo, enquanto para as mulheres este percentual era de 33,3%.
Além disso, havia proporcionalmente mais mulheres empregados sem remuneração ou que recebiam somente em benefícios (9%) do que homens na mesma condição (4,9%).

Mulheres desocupadas


Do total de pessoas consideradas desocupadas no país, isto é, as que não trabalham e estão à procura de emprego, as mulheres são maioria: 57,8%. Ainda assim, houve uma leve redução nesse quesito em relação a 2011.
No ano passado, foram contabilizadas 6,1 milhões de pessoas que se declararam desocupadas, das quais 3,5 milhões eram mulheres. Entre elas, 2,3 milhões afirmaram que já haviam trabalhado antes, e pouco mais de um milhão disse nunca ter trabalhado.
Já em 2011, das mais de 6,6 milhões de pessoas que estavam desocupadas, 3,9 milhões eram mulheres.
Tal como observado por Adriana, embora sejam maioria em relação ao contingente populacional, as mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho. Das quase 94 milhões de pessoas empregadas em 2012, 54 milhões eram homens - predominância de 57,6%.
Fonte: PNAD
Aroldo Pedrosa/SEPM

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Agenda da Secretária



Para esta sexta-feira, 27 de setembro de 2013, a agenda da secretária Maria Alice Ribeiro:

08h - Reunião na Secom sobre o Outono Rosa;

16h - Reunião geral com os servidores da SEPM sobre a presença e atuação da Secretaria na  50ª Expofeira;

17h30 - Solenidade de Abertura da 50ª Expofeira no Parque da Fazendinha.


Aroldo Pedrosa/SEPM

ARTIGO: "Após Lei Maria da Penha, Índice de Assassinatos de Mulheres Continua Alto"


Entre 2001 e 2011, a cada uma hora e meia uma mulher morreu de forma violenta no Brasil. Foram 5.664 mortes por ano, 472 por mês, 15 por dia. E cerca de 40% de todos os assassinatos de mulheres foram cometidos por um parceiro íntimo.

Os dados, para lá de lamentáveis, foram apresentados hoje pelo IPEA (Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas) e são resultado de uma pesquisa sobre o feminicídio no Brasil.

Por feminicídio, vale dizer, entende-se o assassinato de mulheres em decorrência de elas serem simplesmente… mulheres! Ou seja, trata-se de uma violência extrema que acontece dentro de um contexto de relações sociais de gênero em que o homem, geralmente atual ou ex-companheiro, entende que tem legitimidade para tirar a vida de alguém porque esta pessoa seria sua “propriedade” ou “inferior” a ele.


No período analisado, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicídios.

Outra conclusão bastante assustadora é que a Lei Maria da Penha, de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar, não contribuiu para reduzir o número de assassinatos de mulheres.

Segundo o relatório, as taxas de mortalidade por 100 mil mulheres foram 5,28 no período 2001-2006 (antes) e 5,22 em 2007-2011 (depois). Houve apenas um pequeno decréscimo da taxa em 2007, imediatamente após a vigência da Lei, quando, acredito eu, a campanha para divulgá-la foi mais intensa.

Na conclusão do relatório, as pesquisadoras Leila Posenato Garcia, Lúcia Rolim Santana de Freitas, Gabriela Drummond Marques da Silva e Doroteia Aparecida Höfelmann destacam “a necessidade de reforço às ações previstas na Lei Maria da Penha, bem como a adoção de outras medidas voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher, à efetiva proteção das vítimas e à redução das desigualdades de gênero no Brasil.”

Elas afirmam ainda que os dados do estudo vão de encontro ao resultados da CPMI da violência contra a mulher e que corroboram com o proposta de alterar o Código Penal, inserindo o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, “como uma forma extrema de violência de gênero contras as mulheres”.

Veja alguns outros resultados do IPEA:

§  Os estados com maiores taxas foram: Espírito Santo (11,24), Bahia (9,08), Alagoas (8,84), Roraima (8,51) e Pernambuco (7,81). Por sua vez, taxas mais baixas foram observadas no Piauí (2,71), Santa Catarina (3,28) e São Paulo (3,74).
§  Mulheres jovens foram as principais vítimas: 31% estavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos.
§  No Brasil, 61% dos óbitos foram de mulheres negras (61%), que foram as principais vítimas em todas as regiões, à exceção da Sul. Merece destaque a elevada proporção de óbitos de mulheres negras nas regiões Nordeste (87%), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%).
§  A maior parte das vítimas tinham baixa escolaridade, 48% daquelas com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo.
§  No Brasil, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos. Maus tratos – incluindo agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes de maus tratos (abuso sexual, crueldade mental e tortura) – foram registrados em 3% dos óbitos.
§  29% dos feminicídios ocorreram no domicílio, 31% em via pública e 25% em hospital ou outro estabelecimento de saúde.
§  36% ocorreram aos finais de semana. Os domingos concentraram 19% das mortes.

Ou, em simples português: a violência contra as mulheres é um problema crônico, cotidiano, que precisa ser enfrentado imediatamente.

Tente lembrar-se, a cada uma hora e meia que passar, daquela mulher que acaba de ser assassinada, possivelmente por seu parceiro. E se pergunte, como eu: até quando?


Maíra Kubík Mano - do blog Território de Maíra
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Dados sobre a autora: Maíra é jornalista. Foi editora da versão brasileira do jornal Le Monde Diplomatique e da revista Sem Terra. Foi editora-assistente da revista História Viva e já escreveu para diversos veículos como Rolling Stone, Época, Caros Amigos, Carta Maior, Carta Capital, TPM, Brasil de Fato, Desafios do Desenvolvimento (IPEA), revista da ADUSP, OperaMundi e Nova Escola. Atualmente faz Doutorado em Ciências Sociais na Unicamp, na linha de pesquisa de Estudos de Gênero, e na Université Paris 7 - Diderot. Foi professora do Bacharelado em Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tem pós graduação em Gênero e Comunicação pelo Instituto de Periodismo José Martí, em Cuba, e em Leadership for Media and Democracy pela United Nations University - International Leadership Institute, na Jordânia. Não passa um dia sem chá mate.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

OUTUBRO ROSA

São 49 mil novos casos - ano - de câncer de mama diagnosticado no Brasil. E você mesmo pode fazer o seu laço, pôr no peito e aderir à campanha, porque tudo está entrelaçado. Ave!

Aroldo Pedrosa/SEPM

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Prevenção ao Câncer de Mama: “Outubro Rosa” Agora é Programa de Governo no Amapá


O Governo do Amapá, através da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), é responsável pela programação que começa dia 1° no Palácio do Setentrião e vai até 31 de outubro.
O governador Camilo Capiberibe, na solenidade de abertura da campanha, entregará simbolicamente o mamógrafo adquirido pela Sesa e acionará o botão das luzes que darão aos prédios públicos o tom de rosa-choque em pontos distintos da cidade, permanecendo iluminados até 31 de outubro.
"O tom de rosa-choque é o toque sutil e sensível à mulher enaltecendo a vida saudável e a autoestima em alta", ilustrou a secretária da SEPM, Maria Alice Ribeiro, citando a estatística  que registra 49 mil novos casos ano, segundo a Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC), enfatizando a necessidade da prevenção ao câncer de mama.
O governador Camilo Capiberibe reforça que essa preocupação não é responsabilidade apenas de governo. "Toda a sociedade precisa estar atenta e compartilhar numa prevenção coletiva a fim de reduzir esse índice preocupante", alertou.
Estão incluídas na programação do Outubro Rosa ações como: Mais Saúde na Escola, Mais Cidadania na 50ª Expofeira, atividades acadêmicas envolvendo vários profissionais da área da saúde, além de educadores e estudantes universitários convocados para proferir palestras nas escolas da rede pública do Estado e nas sedes de associações. Estão incluídas na  programação atividades esportivas e culturais.
A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) vai promover a grande bicicleata, com o apoio da Federação Amapaense de Ciclismo, na manhã de sábado, 26, com partida às 8h do Monumento Marco Zero do Equador e chegada na Praça Barão do Rio Branco. As bicicletas serão ornamentadas com bandeirinhas e laços de fita em tom de rosa-choque. Os ciclistas usarão coletes e bandanas, também na mesma cor com o símbolo da campanha.
A Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a SEPM, vai realizar um festivo cortejo mambembe dentro da Expofeira. O objetivo é aproveitar o movimento do maior evento de negócios e entretenimento do Estado para a divulgação da programação do Outubro Rosa. Haverá ainda o show "Um tom de rosa-choque", coroando em grande estilo a programação cultural da campanha.
Iluminação rosa-choque

A secretária da SEPM, Maria Alice Ribeiro, adiantou que, além do prédio do Palácio do Setentrião, a exemplo do que acontece em todo o mundo, vão receber a iluminação em tom de rosa-choque - que caracteriza a campanha mundial - outros prédios públicos, com destaque para a Fortaleza de São José de Macapá, o Monumento Marco Zero do Equador, o Teatro das Bacabeiras, a Escola de Administração Pública e a SEPM.
"É o tom da sensibilização para reforçar a importância do movimento na luta de prevenção do câncer de mama, e que o governador Camilo Capiberibe faz amplo apelo para que a campanha venha de fato atender ao objetivo de reduzir essa fatalidade no Estado", pontuou Maria Alice.
Aroldo Pedrosa/SEPM

domingo, 22 de setembro de 2013

A Origem do Movimento Outubro Rosa


O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é celebrado em todo o mundo. Teve origem nos Estados Unidos. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza mundialmente a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Remonta a última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990.
Desde então, é promovido anualmente na famosa cidade americana e nos anos seguintes o movimento foi ganhando repercussão e ressonância. Vários estados americanos adotaram a data como referência ao combate ao câncer de mama e/ou mamografia no mês de outubro. Posteriormente foi aprovado no Congresso Americano consagrando outubro como o mês nacional de prevenção ao câncer de mama.
O mundo inteiro se empenhou nesse trabalho de conscientização e prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população, as cidades se enfeitavam com os laços rosa, principalmente nos locais públicos. Depois surgiram outras ações como corridas esportivas, desfiles de moda com os sobreviventes de câncer de mama; partidas de boliche e outras atrações foram adicionadas ao evento.
A ação de iluminar de rosa-choque os monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e outros espaços surgiu posteriormente. Não há informação oficial sobre como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. Mas ficou a marca do Outubro Rosa com símbolo mundial. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo pela forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa. Por isso a iluminação em rosa assume importante papel, por tornar-se uma leitura visual compreendida em qualquer lugar no planeta.
Aroldo Pedrosa/SEPM
Fonte de pesquisa: Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC)