O Estado do Amapá foi mais um
dos destinos escolhidos para a capacitação de mulheres e homens, por meio da
oficina Margaridas em Marcha, que está acontecendo pelo país. O objetivo é
programar e fortalecer políticas públicas que devem ser apresentadas no Fórum
Nacional a ser realizado em Brasília.
Na pauta
de discussões, estão o acompanhamento e a viabilidade na implementação das
diretrizes para o enfrentamento à violência contra as mulheres do campo, da
floresta e das águas, além do planejamento para a articulação e monitoração das
ações das unidades móveis.
As oficinas acontecem no
período de 17 a 19 deste mês, nos turnos da manhã e tarde, no hotel Rio Mar (4°
andar), no Centro de Macapá. As dinâmicas estão sendo ministradas por
representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da
República, que conta com a coordenação da equipe da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).
A Marcha das Margaridas,
realizada a partir do ano 2000, é uma ação estratégica para conquistar
visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.
"É importante que a
marcha se consolide cada vez mais e que consigamos avançar nas lutas contra a
fome, a pobreza e qualquer outro tipo de violência", disse Luci Tavares,
titular da Secretaria Extraordinária de Politicas para as Mulheres do Amapá
(SEPM), que participa do encontro, junto com representantes de organizações de
mulheres, existentes em todos os municípios do Estado.
Marcha
das Margaridas
A maior
mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil
tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder
sindical Margarida Maria Alves.
Margarida
Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade,
justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12
anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de
Alagoa Grande, no Estado da Paraíba. À frente do sindicato, fundou o Centro de
Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada
pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras
rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi
brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.
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