sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Amapá participa da oficina Margaridas em Marcha que acontece em todo o país


O Estado do Amapá foi mais um dos destinos escolhidos para a capacitação de mulheres e homens, por meio da oficina Margaridas em Marcha, que está acontecendo pelo país. O objetivo é programar e fortalecer políticas públicas que devem ser apresentadas no Fórum Nacional a ser realizado em Brasília.
Na pauta de discussões, estão o acompanhamento e a viabilidade na implementação das diretrizes para o enfrentamento à violência contra as mulheres do campo, da floresta e das águas, além do planejamento para a articulação e monitoração das ações das unidades móveis.
As oficinas acontecem no período de 17 a 19 deste mês, nos turnos da manhã e tarde, no hotel Rio Mar (4° andar), no Centro de Macapá. As dinâmicas estão sendo ministradas por representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que conta com a coordenação da equipe da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).

A Marcha das Margaridas, realizada a partir do ano 2000, é uma ação estratégica para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.

"É importante que a marcha se consolide cada vez mais e que consigamos avançar nas lutas contra a fome, a pobreza e qualquer outro tipo de violência", disse Luci Tavares, titular da Secretaria Extraordinária de Politicas para as Mulheres do Amapá (SEPM), que participa do encontro, junto com representantes de organizações de mulheres, existentes em todos os municípios do Estado.

Marcha das Margaridas
A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves.
Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, no Estado da Paraíba. À frente do sindicato, fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.


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