sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Após curso para militares, SEPM vai adesivar viaturas com selo Lei Maria da Penha


As Unidades de Policiamento Comunitário (UPCs) terão as viaturas adesivadas com arte, que faz alusão a um selo, orientando a população a denunciar crimes de violência doméstica e familiar. A ação é uma realização da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SEPM), e tem como objetivo informar e oferecer um atendimento mais humanizado para quem procura os serviços da segurança pública nos referidos casos.

A informação foi repassada pela secretária da SEPM, Luci Tavares, durante o Curso de Formação de Multiplicadores Militares, ocorrido na semana passada, na UPC do Igarapé da Fortaleza, em Santana, O evento aconteceu graças a uma parceria com a Escola de Administração Pública (EAP), Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e Polícia Militar (PM). Os policiais vão atuar na prevenção e no atendimento às ocorrências de violência doméstica e familiar

O curso teve uma carga horária de 12h e formou 25 policias. Eles também serão os multiplicadores do conhecimento adquirido, levando informações aos demais colegas de trabalho.
Foram quatro dias de aprendizado nas várias palestras ocorridas durante o evento, e que oportunizou o aperfeiçoamento e novas habilidades, tanto operacionais, quanto comportamentais.
"Acredito que conseguimos alcançar nossos objetivos, contribuindo com a prevenção, punição a erradicação da violência doméstica e familiar, através da oferta deste curso. 25 sementinhas foram plantadas, mas que darão bons frutos e elas se multiplicarão", disse otimista, Luci Tavares.
Entre os ensinamentos, a pedagoga Sandra Cardoso palestrou sobre a Rede de Atendimento à Mulher e sobre os Direitos da Mulher e Lei Maria da Penha. Temas estes que estão mudando a história da violência doméstica e familiar no país.
"Os casos de violência doméstica e familiar, envolvendo mulheres, não aumentaram. Elas agora estão tendo coragem de denunciar", disse a pedagoga, em relação ao número de ocorrências de mulheres que procuram delegacias e a Rede de Atendimento a Mulher.
Complementando a temática Lei Maria da Penha, a delegada Antônia Vilani, titular da Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), contribuiu falando das ocorrências mais frequentes e como lidar com as situações envolvendo a diversidade de gênero.
"A Lei Maria da Penha teve algumas alterações. Entre elas, agora até uma ameaça garante à mulher, recorrer a uma Medida Protetiva de Urgência (MPU)", informou a delegada.
Pensando na administração de conflitos interpessoais, esse assunto foi discorrido pelo integrante da Guarda Municipal de Macapá e Segurança Pública do Amapá, Fernando Lourenço da Silva Neto, que trouxe a velha lição de que o diálogo ainda é a melhor solução.
"Se o parceiro ou parceira estão fazendo alguma coisa que não agrada, se tenta primeiro uma conciliação", orientou Lourenço
Já a psicóloga do Tribunal de Justiça do Amapá, Camila Loiola Santos, trouxe respostas para o porquê delas não irem embora, além da compreensão dos aspectos que levam a mulher à condição de submissa e dependente emocional.
"Em alguns casos a submissão leva a mulher as mesmas consequências de uma dependência de substância química. Elas precisam se manter afastada do parceiro agressor, caso contrário, se reconciliam e voltam a sofrer agressões. Sem contar com a baixa estima que elas acabam adquirindo", relatou a palestrante.


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