quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SEPM promove marchas de mulheres em defesa à vida por todo o Estado

Novembro é mês das "marchas-manifestos" que pedem mais justiça às mulheres que sofrem violência no Brasil, principalmente, nas zonas rurais. No Amapá, os 16 municípios e mais o distrito do Bailique, da capital de Macapá, já se movimentam organizando as manifestações.

A previsão que três importantes marchas sejam realizadas pelo interior do Estado na primeira quinzena de novembro, organizadas pela Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), junto às coordenadorias municipais de mobilização do movimento.

As marchas são responsabilidades dos municípios. O papel da SEPM se reserva ao apoio, conforme solicitação dos municípios. E esse apoio vem em forma de produção de camisas, materiais impressos e, principalmente, com a presença de representantes da SEPM nas marchas.


Marcha das Marias das Graças

A "Marcha das Marias das Graças" foi a primeira do ano no Estado, realizada no dia 8 de novembro, no município de Porto Grande.

A presença do prefeito de Porto Grande foi um acontecimento inédito no movimento das marchas no Amapá. "Ele acompanhou todo trajeto a pé, ao lado da primeira dama, e esse gesto foi muito importante para o fortalecimento da política da mulher naquele município", revelou a secretária da SEPM, Maria Alice Ribeiro.

Em frente ao cemitério da cidade, a marcha fez uma homenagem à mulher que dá nome à manifestação, a qual foi vítima de violência doméstica. Maria de Nazaré, há 19 anos, foi violentamente assassinada pelo companheiro por 27 facadas, chocando toda a sociedade de Porto Grande, considerado um dos crimes mais obtusos registrado em todo o Estado.

As próximas marchas ocorrem nesse fim de semana nos municípios de Serra do Navio, Mazagão e no município paraense de Afuá, na Ilha do Marajó, convidado pela instituição por conta da proximidade geográfica e relação social permanente com o Amapá.

"Até o fim de novembro, todos os municípios amapaenses vão ter suas marchas realizadas, e com a presença de nossa secretaria fazendo, a rigor, o papel que nos cabe em defesa da mulher vítima de violência", concluiu Maria Alice.

Aroldo Pedrosa/SEPM

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