Novembro é mês das
"marchas-manifestos" que pedem mais justiça às mulheres que sofrem
violência no Brasil, principalmente, nas zonas rurais. No Amapá, os 16
municípios e mais o distrito do Bailique, da capital de Macapá, já se
movimentam organizando as manifestações.
A previsão que três importantes marchas
sejam realizadas pelo interior do Estado na primeira quinzena de novembro,
organizadas pela Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres
(SEPM), junto às coordenadorias municipais de mobilização do movimento.
As marchas são responsabilidades dos
municípios. O papel da SEPM se reserva ao apoio, conforme solicitação dos
municípios. E esse apoio vem em forma de produção de camisas, materiais
impressos e, principalmente, com a presença de representantes da SEPM nas
marchas.
Marcha das Marias das Graças
A "Marcha das Marias das Graças"
foi a primeira do ano no Estado, realizada no dia 8 de novembro, no
município de Porto Grande.
A presença do prefeito de Porto Grande foi
um acontecimento inédito no movimento das marchas no Amapá. "Ele
acompanhou todo trajeto a pé, ao lado da primeira dama, e esse gesto foi muito
importante para o fortalecimento da política da mulher naquele município",
revelou a secretária da SEPM, Maria Alice Ribeiro.
Em frente ao cemitério da cidade, a marcha
fez uma homenagem à mulher que dá nome à manifestação, a qual foi vítima de
violência doméstica. Maria de Nazaré, há 19 anos, foi violentamente assassinada
pelo companheiro por 27 facadas, chocando toda a sociedade de Porto Grande,
considerado um dos crimes mais obtusos registrado em todo o Estado.
As próximas marchas ocorrem nesse fim de
semana nos municípios de Serra do Navio, Mazagão e no município paraense de
Afuá, na Ilha do Marajó, convidado pela instituição por conta da proximidade
geográfica e relação social permanente com o Amapá.
"Até o fim de novembro, todos os
municípios amapaenses vão ter suas marchas realizadas, e com a presença de
nossa secretaria fazendo, a rigor, o papel que nos cabe em defesa da mulher
vítima de violência", concluiu Maria Alice.
Aroldo
Pedrosa/SEPM


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