A mulher é fonte inesgotável de inspiração para as artes. As artes plásticas, a literatura, o áudio-visual e, sobretudo, a música. A mulher sempre foi tema de criações de tantas obras-primas.
No show “Uma travessia”, do compositor e cantor Milton Nascimento, realizado no CETA Ecotel na quinta-feira (19), que celebrava os 50 anos de carreira do artista mineiro e pela primeira vez em Macapá, houve momentos espetaculares de interação com o público, formado, na sua grande maioria, por mulheres. Quando Milton Nascimento iniciou a “Canção da América” – "Amigo é coisa pra se guardar / Debaixo de sete chaves / Dentro do coração / Assim falava a canção que na América ouvi / Mas quem cantava chorou / Ao ver o seu amigo partir" -, ela, subitamente, foi tomada pela plateia que a cantou na íntegra até o fim. E “Maria, Maria”, a emblemática canção sobre a mulher, que Milton confessa ser impossível de eliminar do repertório de qualquer show dele desde que ela foi concebida. “Maria, Maria”, cuja letra assinada pelo poeta, também mineiro, Fernando Brant, canta a mulher nas trincheiras das lutas sempre por uma sociedade mais justa, mais humana e igualitária: “Uma mulher que merece / Viver e amar / Como outra qualquer / Do planeta”. Foi a apoteose do show “Uma travessia”, com um Milton encantado ao ser acompanhado por tamanho coro de vozes. “Maria, Maria” fluindo espetacularmente daquela maneira, repercutia ali como prenúncio do Outubro Rosa que preparamos cuidadosamente para os próximos dias em Macapá.
MARIA, MARIA
Milton Nascimento / Fernando Brant
Aroldo Pedrosa/SEPM - Foto: Chico Terra

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